Quem já não ouviu aquela máxima "estudante sofre"?
Eu tanto ouço como padeço diariamente desse sofrimento.
Na minha querida cidade acontece nesse momento a infalível greve anual dos funcionários de transporte público.
Brinco até que já virou uma data comemorativa aqui em Teresina.
Todo ano é a mesma ladainha, reivindicação de aumento de salário, paralização, depredação de alguns carros e etc..
Tudo bem que fazer greve é um direito e tudo mais. Mas, o seu direito acaba quando começa o do outro. Neste caso dos outros.
A parcela da população atingida pela greve é muito alta. O transtorno recai sobre as classes menos favorecidas como sempre.
Se não bastasse as enchentes e os problemas dela decorrentes ainda aparece isso.
Enfim...
Ontem estávamos meus colegas de faculdade e eu na parada de ônibus e nada.
Nenhum coletivo pra contar a história. Para não mentir passou um. Mas este nem sequer parou.
E o que fizemos nós?
Começamos a analisar o horário (já passava das nove) e percebemos a gravidade da situação. Dali a poucos instantes ficaria muito tarde para nos arriscarmos.
Aproveitamos o arroubo de coragem e saímos em caminhada rumo a nossa casa.
Heroicamente, Ilziane, Karla e eu, atravessamos a BR movimentada por caminhões e motoqueiros um tanto quanto afoitos.
Apesar da tensão, afinal o que fizemos foi meio perigoso, nos divertimos abeça durante o trajeto.
Esta história definitivamente vai entrar nos discursos da formatura.
Que tal um suco?
5 dias atrás

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