segunda-feira, 20 de julho de 2009

As últimas do domingo

Acabei de sucumbir à tentação de comer um sanduba de pão com ovo.
Nada mais chique e calórico pra se comer a meia noite e quinze.
Na TV, um filme com Wesley Snipes. E eu, aqui me perguntando por que não fui dormir na hora que meus olhinhos começaram a embaçar.
Talvez seja por que a lembrança do dia de ontem não me deixa.
O dia de ontem foi cheio de nãos.

NÃO ACORDEI NA HORA QUE EU QUERIA
NÃO CHEGUEI EM CASA NA HORA QUE EU QUERIA
NÃO SAÍ PRO SHOPPING NA HORA QUE EU QUERIA
NÃO SAÍ DO SHOPPING NA HORA QUE EU QUERIA...

Só uma coisa teve uma resposta positiva: a certeza que eu tinha da sua ausência.
Desde que cruzei as linhas do arco de entrada, tive certeza de que você não estaria lá.
Sabia que não riríamos juntos e nem faríamos nada juntos depois.
E sabe por que eu sabia de tudo isso?
Porque eu já vi esse filme. E olha que de filme eu entendo.
Isso é o que deveríamos ter feito ontem e sabe lá que dia faremos...
Nem sei se ainda quero te ver. Eu minto. Quero te ver.
Mas, isso não importa tanto depois de 24 horas passadas sem sequer um telefonema, um scrap, um e-mail...
Nada, nothing, niente!
Nenhum aceno explicativo. Zero.
Espanto da minha parte? Não.
Se fôsse o oposto, aí sim. Essas linhas teriam traços novos, assustados, nervosos, surpresos.
Tristeza em minh'alma? Um pouco.
Mas nada tão grande que não possa ser amenizado, nem nada tão pequeno que não seja rememorado.

1 comentários:

airlon disse...

'Mas nada tão grande que não possa ser amenizado, nem nada tão pequeno que não seja rememorado.'; nossa, isso me remeteu a letras do Validuaté, bonito isso. Registre em cartório por via das dúvidas! E ficar só às vezes é bom, aprende-se isso a duras penas... bjos, saudações musicais!

APS