sexta-feira, 27 de março de 2009

Sentimentalidades




"E no meio de tanta gente eu encontrei você..."
Marisa Monte já dizia e eu mais do que nunca concordo com ela.
Agora só falta você concordar também.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Miudezas

Você me deu um sinal.
Isso foi o bastante pra que eu transbordasse de alegria.

Turbilhão

Saí de casa e levei as chaves de casa dentro da minha bolsa.
As duas cópias.
Nesse momento as pessoas estão questionando a minha sanidade.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Memória

Me lembro da paz...
Já longe vai nosso último encontro
Porém não esqueço
Ainda sinto sua brisa errante aqui no meu peito.

Cadeia

Eu queria ter o poder de mudar...
O poder de mudar o vento
Assim o vento juntaria nuvens
As nuvens formariam chuva
A chuva esconderia a lua
A lua alteraria as marés
As marés molhariam a areia
A areia encheria de conchas
As conchas que enfeitam colares
Colares que penduro no pescoço
Pescoço que gostaria de beijar
Beijar o beijo mais terno
Que qualquer lábio pudesse sonhar.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Eu, você e o nada

Eu só queria uma chance
E você me negou

Eu só pedi uma tarde
E você nem ligou

Eu só queria um motivo
E você não mostrou.

Vácuo

Quando a gente pensa que deu um passo a frente
Acaba sendo puxado três passos para trás

E não importa o esforço que se faça
É como se fosse uma força superior
Algo sem explicação que te impede de prosperar

Uns chamam de mau
Outros de diabo ou sei lá mais o quê

Agora só quero acreditar no contrário
E na possibilidade de num futuro próximo
Estar rindo de tudo isso
E de como eu era boba e sem crença em mim mesma...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Hope II


Há noites nas quais não sabemos por que estamos aqui...
Mas quando amanhece e comtemplamos o céu claro pela luz do sol
Nos damos conta de que nem sempre precisamos saber o porquê de tudo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Hope


Vejo luzes no fim do túnel.
Espero que elas de fato clareem e não atrapalhem ainda mais a minha perspectiva.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Liberdade

Penso todo dia no significado desta palavra.
Observo a minha vida e acho que ela deveria estar mais presente no meu dia-a-dia.
Então me pergunto...
Será que a culpa não é minha? Será que não foi eu que permiti que tudo chegasse nesse patamar?
Talvez sim. Talvez não.
Talvez tenha sido melhor assim. Ou não, ninguém pode dizer o que teria acontecido se a vida tivesse seguido outro rumo.
No momento quero me preocupar em preservar a liberdade que ainda me resta e tentar buscar sempre mais um pouco a cada nascer do sol.
Afinal é tudo tão difícil pra todo mundo. Pra mim não podia ser diferente.

Transparência

Eu sabia que mostrava como me sentia. Só não sabia o quanto...
Hoje a minha professora Pollyana veio até mim e me perguntou o porquê de tanta seriedade.
Segundo ela no semestre passado eu era mais alegre, e aparentava estar lidando com problemas.
Acertou na mosca e ainda me deu uma força pra seguir em frente na minha caminhada. Uma fofa ela.
Os problemas continuam brotando até do subsolo, mas nesse começo de semana me sinto um pouco mais forte pra resolvê-los.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Engano

Não lembro o momento exato em que a vi, mas logo que a vi a quis.
Ela estava ali meio jogada. Sem dono. Praticamente entregue as bebidas considerando que ela estava no bar do clube.
A primeira idéia foi raptá-la. Levá-la comigo. Afinal ler é sempre bom. E eu adoraria uma revista.
Mas depois pensei melhor.
Não. É melhor não. Vai que o dono aparece.
Pior. Vai que me pegam no flagra e eu pago um mico no meio do clube.
Foi então que lembrei do saco no qual eu carregava o meu DVD. Era perfeito.
É um saco preto. Então não possui a transparência característica dos outros sacos plásticos.
A revista poderia ir comigo sem que ninguém pudesse perceber.
Resolvi agir rapidamente.
Deixei as pessoas com quem conversava e fui ao encontro dela.
Permanecia no mesmo lugar. Imóvel. A minha espera.
Ao avistá-la vislumbrei duas manchas na capa. Não eram de bebida, mas de creme de galinha. Algum desastrado derramou um pouco e não se deu ao trabalho de limpar. Ou então era tão distraído que nem viu a sujeira que tinha feito.
Consegui um guardanapo e limpei a mancha enquanto me encaminhava para a mesa na qual estava sentada anteriormente.
Um dos meus companheiros de papo ao me ver com a revista nas mãos se pronunciou.
___ Eu trouxe essa revista para cá nem sei porque.
Que irônico!
Uma conspiração do universo me trouxe até o dono da revista. Então eu disse:
___ Eu já ia dizer que se essa revista estivesse perdida iria achá-la.
Ele reclamou que era assinante, assim seu nome devia estar na capa. E para meu alivio não estava. O que não diminuia em nada a dimensão da "travessura" que eu fui impedida de cometer.
Que falta de compostura hein!
Mas quem nunca cometeu um ato criminoso por menor que seja que atire a primeira pedra.
E assim termina a minha quase estréia no submundo do crime. Tive que devolver um produto de quase furto praa a minha quase vítima.

Sede

Quem dera aquela brisa atravessasse o meu deserto,
Há muita força na sua constituição.
Apesar de ser amena sendo brisa
Devastaria com a igual intensidade de um furacão.

Minhas areias queimam sem uma gota de chuva.
Quando o vento chega é prenúncio de água caindo.

Talvez comece a nublar por essas terras.
O temporal fertilizaria o solo fraco,
E só assim seria possível o nascimento de um oásis.

I am a victim of my time...

Essa história de crise está generalizada.
Se não bastasse o mundo inteiro desmoronando, eu também dei para ter chiliques.
Não que eu não já tivesse sido afetada por este turbilhão de acontecimentos, mas é que agora bombas começaram a explodir dentro de mim. Exatamente como uma guerra.
Só que em mim não tem lado a ou lado b. Toda minha imensidão luta contra si mesma numa batalha que eu costumava achar que venceria.
Hoje já não sei mais.
São tantos detalhes que fazem a diferença. E o pior é que não tenho mais controle sobre eles.
Eu sei que ninguém tem, mas eu gostava de brincar que estava no comando.
No comando de tudo. Começando pelos inúmeros papéis do meu quarto e terminando nos meus sentimentos ou na falta deles.
Agora vejo meu quarto como um pandemônio. Perdi as contas de quantas coisas desapareceram misteriosamente dele.
E se o meu refúgio do mundo está neste estado, os meus sentimentos (ou o que sobrou deles)se deterioraram.
Estou incapaz de exprimir um suspiro que seja.
Tudo bem. Eu ainda suspiro. Mas temo ter desaprendido como fazer para que alguém me ouça.
(Existe alguém aí capaz de ouvir os meus suspiros?)

Nem um post pra contar a história

Nossa que abandono...
Essa minha característica de ter interrupções está ficando muito presente.
Ando deixando várias coisas para depois.
É aquilo, é isso.. Aspectos importantes da minha vida têm sido negligenciados ao longo do tempo.
Quer saber!?
Cansei de esperar. De ficar sozinha esperando alguém chegar e mudar tudo.
Vou levantar a poeira só pra variar e o jogo vai rolar ao meu favor.
Não sei como e quando vai acontecer. Só sei que será em breve.
Basta de Shakespeare.
E que se entenda essa afirmação como chega de tragédia. E não uma aversão ao Bardo. Adoro a sua obra sem dúvida.
Apenas me cansei de ser protagonista.