segunda-feira, 29 de junho de 2009

Manchando a memória do Caju


Reality show é tudo igual.
Pessoas que estão sem nada pra fazer decidem ganhar uma grana fácil.
E não venham me dizer que é difícil passar trinta e tantos dias longe da família que não creio. É tudo blá blá blá.
Viver numa casa cheia de mordomias (mesmo sem o contato com o mundo real) deve ser uma festa. E por falar em festa...O que são aquelas festas?! Música, comida e bebida à vontade!
Mas e os conflitos?
Briga é briga. Não importa o local. Se você é metido a barraqueiro em casa vai ser em frente as câmeras também.
E nesse momento elas surgem. As famigeradas câmeras.
Pra mim essa é a pior parte.
Isso não parece ser problema para os participantes de "A Fazenda" da Rede Record.
Afinal para os "artistas" é muito mais corriqueiro lidar com as lentes que tudo vêm e nada escondem.
Um outro post seria necessário só para falar o quê algumas pessoas de fato talentosas estão fazendo lá dentro. Tipo a Danni Carlos. Uma pessoa que canta como ela e ainda compõe. Fazer o quê?
Mas o motivo desse texto foi o Théo Becker.
Que decepção!
Nunca fui fã dele. Mas quando ele aparecia na Tv demonstrava ser normal.
Chegando lá, começa a dar espetáculos. Sim porquê, pra mim aquilo tudo é teatro puro. Além de mal caratismo é claro.
Uma pessoa que provoca as outras até a exaustão só pode estar fazendo tudo isso de caso pensado.
Ele não me engana com aquele papinho de pureza e sensibilidade. É um filho das p... isso sim.
Pareço muito incomodada com isso, mas é que odeio hipocrisia. Ainda mais quando ela é apoiada em rede nacional.
A Rede Record fez uma campanha descarada pra ele ficar.
E ele quando sacou que tinha feito caca veio com aquele papinho de ajudar a Fundação Viva Cazuza pra ver se melhorava o estrago.
Golpe baixo. Que não colou. Ninguém é idiota pra cair numa dessa. Me poupa.
E ademais o Hoje em Dia, que nem de longe é aquele programa que se propunha ser, inventou o tal desafio pra ele ganhar 10 mil reais. Foi o cúmulo.
Os caras nem disfarçaram que estavam puxando a sardinha para ele.
Coisas da nossa Tv.
Santa Clara que nos ajude!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Luto

Ontem morreu Michael Jackson.
Nem preciso dizer que o cara foi um ícone. Aliás, sempre vai ser.
Na minha infância eu observava aquele cara dançando na TV e isso me encantava.
Quando comecei a entender o que tudo aquilo significava, o fenômeno não estava tão mais no auge assim. Mas, mesmo dessa maneira era inegável o fascínio do astro.
Sempre amei videoclipes. E nisso ele era mestre.
O meu preferido é Smooth Criminal, no qual ele constrói uma narrativa super legal (sem diálogos) e dá um banho na dança. Esse já dançava no líquido amniótico. Com certeza.
Sem falar na produção, no trabalho coreográfico dos bailarinos e da direção do vídeo como um todo. Pra quem curte dança dá vontade de chorar.
Sobre a sua vida pregressa, ela não me assustou.
Lembro de ter assistido muito pequena um filme que contava a história dos Jackson's Five e definitivamente com aquela infância nada poderia ter sido diferente.
Desde essa época tive certeza que ele desenvolveu muitos complexos e estigmas psicológicos que levariam a vida dele para um final trágico.
Pra falar a verdade achei que ele se suicidaria. Até agora o que sabemos é que um ataque cardíaco o vitimou.
Há mais ou menos um mês quando surgiu a tal história de que ele estava com câncer, senti que o fim estava próximo. E eu tenho um poder bruxístico, quem me conhece sabe.
Infelizmente eu estava certa e ele se foi.
É uma tristeza.
Para a posteridade ficará a beleza da sua música e o furacão infinto que seu talento único e indiscutível provocou.

But, if You're thinkin'
About my baby

It don't matter if you're
Black or white

Michael Jackson(1958-2009)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O costume

Hoje fiquei uns instantes me perguntando...
Será mesmo que a gente nunca esquece como é andar de bicicleta?
Aprendi a andar de bicicleta meio tarde. Bem como outras coisas que também aconteceram um pouco tardiamente em minha vidinha.
Não acredito que existe hora certa para as coisas nos acontecerem, mas, esperar por algumas delas é um saco.
Quando elas finalmente ocorrem pronto. Não queremos mais parar de praticar.
Lembro que no dia que saí pedalando foi uma festa.
Eu era tipo obcecada por bicicleta e quando consegui fazer isso sozinha vibrei.
Andei, andei, caí, levantei... E o melhor, me diverti deveras.
Atualmente deixei a bicicleta de lado e sou adepta de outras atividades.
Atividades essas que andam meio inativas, infelizmente.
Levando em consideração que fico meio esbaforida quando pedalo nos dias de hoje, certamente algum ônus também aparecerá na ocasião do meu retorno aos outros trabalhos.
Ou não.
Talvez andar de bicicleta seja mesmo inesquecível. Assim como outras coisas serão.
Outro mistério que aflige a humanidade.
Como diria Padre Quevedo " Ecziste ou no ecziste?"

Yes We can

Ontem eu estava conversando com a Hosana (melhor amiga e assessora para assuntos aleatórios) quando ela me disse uma frase que faz todo o sentido:
___ É incrível que quando a gente leva uma topada, cai de cara na bosta, no mesmo instante chove e acaba a nossa escova, a gente sempre diz "pôxa, isso sempre acontece comigo!" Mas, quando acontece um fato maravilhoso dificilmente acreditamos que pode ser verdade.
E isso me fez ficar matutando durante um tempo.
Porque temos dificuldade de crer na felicidade?
Será que estamos tão habituados assim com as pequenas tragédias do dia a dia, que nem nos damos conta que tudo pode melhorar?
Acho sinceramente que devemos fazer um exercício de positivismo e encarar tudo de frente.
Os fatos ruins e principalmente os bons.
Tenho a impressão de que não estamos preparados pra aproveitar as coisas boas que nos acontecem. Pelo menos em alguns casos.
Mas isso não é o fim do mundo senhores.
É pra isso que estamos aqui neste mundão de meu Deus. Hoje damos com a cara na porta, amanhã as portas se abrem e por aí vai.
Precisamos mesmo é de fé.
Fé em nós mesmos. Fé na vida. Fé que podemos mudar de atitude.
Mudar o mundo é difícil. Não impossível.

sábado, 20 de junho de 2009

Down

A gente pensa que sabe de tudo.
Que as coisas estão sobre controle, como costumamos dizer.
Mas, na primeira barreira percebemos que o sinal ainda está fechado para nós que somos jovens.
Quem é jovem não sabe da missa a metade. Background então é só uma palavra bonita que a gente aprende e começa a usar no dia a dia. Quando o tal background é solicitado aí a gente vê que estamos bem atrás de muita gente.
Surge o velho questionamento, se não nos dão a chance como aprenderemos a fazer...
Momento desânimo...mas vai passar..
Eu acho.

Coisa de vocação

Como diria uma amiga minha eu decidi ser jornalista aos cinco anos de idade.
Sempre me encantou o mundo da TV, as letrinhas que passavam na aberturra e no final dos programas, e principalmente aquelas pessoas que ficavam sentadas atrás da bancada versando sobre os mais diversos assuntos.
Ao longo do meu crescimento descobri que tinha um milhão de coisas em comum com esse mundo além do fato de gostar. Por isso escolhi a Comunicação Social como carreira.
Quando entrei na faculdade de Publicidade por acaso achei que tinha pego o bonde errado. Engano meu. O meu caminho tinha que passar por aqui para ser mais valorizado. Hoje vejo o quão foram importantes na minha vida esses dois anos e meio de batalha diária.
Ao contrário do que li em algum lugar a estrada acadêmica é fundamental. É uma escola fantástica. Todo dia se cai. Quem é forte levanta e quem não é tem que levantar do mesmo jeito, correndo o risco de ficar pra trás. A vontade de desistir chega de vez em vez, mas quem quer de verdade consegue.
E se tem uma coisa que eu sempre vou querer é fechar os meus ciclos. Termino o que começo mesmo que doa. Mesmo que eu tenha que peregrinar (se é que esse verbo existe!).
Ao saber da tal notícia do STF não hesitei. Minha decisão continua igual. Ao concluir Publicidade vou partir pro Jornalismo.
E daí que o diploma não será mais obrigatório. Não é nenhum ministrozinho de m... que vai definir se a minha profissão é ou não importante.
Eu tenho a consciência da necessidade de uma formação superior e vou buscá-la custe o que custar. Como dizem aqui na minha terra serei jornalista de formação IAI.
Quem sabe as empresas de comunicação continuem mantendo o nível do mercado.
Se bem que há controvérsias quanto a essa questão do nível principalmente no mercado local. Mas enfim... tenho esperança de que as coisas mudem nesse país.
E quando acontecer eu estarei lá para registrar tudo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Querer e não conseguir

O ponto central da questão do querer não foi abordada no post anterior.
Na verdade as pessoas não estão habituadas a receber o temido não. Elas o evitam a todo custo.
E quando isso acontece as reações são as mais variadas possíveis.
Uns choram, uns riem, outros fazem terapia.
Eu prefiro a terceira opção.
Prefiro também crer que se não foi é porque não era pra ser.
Sei também que a afirmação acima foi altamente filosofia de botequim, mas enfim... Acredito e ponto.
Não perco tempo remoendo as oportunidades desperdiçadas, os amores não correspondidos e nem me arrependendo das coisas que fiz.
Ultimamente só me arrependo daquilo que deixei de fazer.

Sobre o querer

Todo mundo na vida já quis, quer ou vai querer alguma coisa.
Infelizmente quase nada acontece no momento e na proporção que desejamos.
Do alto da minha pouca vivência, aprendi e posso afirmar com convicção que sei querer.
Saber querer não é tão simples quanto possa parecer.
Querer não é sinônimo de desejar.
O desejo é muito superficial. Em alguns casos até epidérmico.
O querer é mais profundo. Envolve estâncias da alma.
E a alma possui desdobramentos diversos.
Assim como são diversos os nossos sentimentos diante de nossos quereres.
E essa, é a matéria de mais difícil apreensão.
Como entender um indesejado não?
Como lidar com um inesperado sim?
Querer algo não é somente estar preparado pra essas duas opções.
É ter jogo de cintura perante um ocasional talvez.

domingo, 14 de junho de 2009

Feira da Cultura




O leitor de Teresina já tem um compromisso anual marcado na sua agenda.
Amante das letras que se preze não deixa de visitar o SALIPI.
Neste ano de 2009 a mudança de local do evento trouxe muito mais público do que as edições anteriores. Afinal, o complexo cultural da Praça Pedro II é bem mais acessível. Sem falar na beleza do cenário.
Mas, de acordo com os organizadores a ambientação do espaço não ficou lá essas coisas. A desorganização dos stands causava um desconforto visual e os expositores também reclamaram do sol, já que não existe cobertura na praça Pedro II.
Conversando com alguns traseuntes do evento pude perceber um sentimento de satisfação generalizada. Eu, que sou fã de carteirinha também assino embaixo.
No entanto há quem diga que falta espírito literário ao nosso SALIPI. A enxurrada de livros comerciais, sobretudo para o público infantil, segrega os clássicos da nossa literatura tais como, Ziraldo e Monteiro Lobato.
Infelizmnte nem todos tem esse olhar mais abrangente. Muitos dos visitantes só vão para comprar, outros para passear e ver os stands, e ainda há aqueles que só vão para asssitir os shows.
Mas, não resta dúvida que o que conta mesmo é o conjunto da obra.
A junção de livros, pessoas interessantes (e desinteressantes também) com música, não podia resultar em nada diferente de maravilhoso.
Fomentar a leitura já seria suficiente, porém o SALIPI é muito mais do que uma feira de livros. É um evento multimídia de cultura que a cada ano ganha mais notoriedade junto à população teresinense.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

O desejo da rosa

Se eu tivesse uma rosa
Todas as manhãs regaria
Todas as tardes adubaria
Todas as noites cuidaria
E de madrugada amaria
Para de todo agradá-la
No decorrer de mais um dia.

Valentine's day


É hoje.
O dia para milhares de corações sedentos por uma declaração de amor ou por um presente mesmo.
No título fiz referência à comemoração euro-americana que acontece no dia 14 de fevereiro.
E fiz isso para contar a história de São Valentino. Que apesar de não fazer parte do folclore brasileiro, é bem romântica. E como tudo que é romântico cai bem no dia de hoje, lá vai.
O texto abaixo foi retirado do site: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/dia-dos-namorados/dia-de-sao-valentino.php

No final da Idade Média, durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentino e as cerimônias eram realizadas em segredo.

A prática foi descoberta e Valentino foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentino.

Asterius e Valentino se apaixonaram e ela milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentino”, expressão ainda hoje utilizada. Valentino foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C. E até hoje a data é lembrada como o dia dos namorados.

O romantismo presente na data é indiscutível. Assim como os interesses comerciais também.
Quem é que não fica contando os meses pra receber seu mimo. E não é só nessa data não. Vide Natal, Dia das mães, Dos pais, e por aí vai.
Se eu tivesse um namorado no momento não ia ficar chateada em não ganhar presente.
E estou falando sério.
O mais importante na minha visão seria que ele me desse presentes diários. O fato de ele existir na minha vida já configuraria um presente.
Mas essa é outra história.
Para finalizar desejo uma sexta imersa em corações, declarações, e muitas canções de amor.

Sem dia santo nem feriado

Trabalhar...
Uns amam outros odeiam.
Devo dizer que sinto prazer em ser útil.
Gosto de levantar pela manhã e pensar em todas as tarefas que terei de desempenhar durante o resto do dia.
Calma. Não sou masoquista.
Adoro uma folga. Mas, no meio das férias já tô morrendo de tédio.
Entretanto, pra que o meu trabalho flua, existem alguns fatores precisam ser respeitados.

1 - Eu tenho que gostar do que faço.

Enfrentei uma porrada de problemas tentando só ganhar dinheiro. Trabalho, além de remuneração, é satisfação. Nem adianta querer levantar a bandeira capitalista do lucro a qualquer custo, por que não rola. Não comigo.
Na verdade, fazer o que eu gosto já é meio caminho pra felicidade. Então nem preciso de muito dinheiro (como diz a canção).
Ok. É um fato que gosto de consumir e poder pagar as minhas contas, mas não faço disso o martírio de cada dia. Resumindo, prefiro pobreza alegre do que riqueza triste.
2 - Música é meu combustível.
Muita gente não entende essa necessidade. Ouço diariamente que é impossível se concentrar numa coisa, se estamos prestando atenção em outra. Eu contrario totalmente esse tipo de declaração. Sempre faço duas coisas ao mesmo tempo. É da minha natureza.
3 - Tempo para se reciclar é fundamental.
Sou viciada em livro, em música, em filme, em arte, nos meus amigos. Preciso de tempo para apreciar essas dádivas da existência humana. Senão a fonte seca.
4 - Suportar meu lado workaholic.
Quem trabalha ou já trabalhou comigo sabe. Gosto de tudo perfeito. E para chegar nesse estágio (ou perto dele, afinal perfeição nao existe) se torna necessário muito suor. Além de horas ininterruptas de muita ralação. As vezes isso atrapalha a minha vida social - se é que ainda tenho uma.

Observados esses detalhes tudo fica azul.
Assumo sem medo que adoro ter nascido às portas do século 21. Eu no século 19 teria pirado, me suicidado, sei lá. Algo desse tipo.
Não abro mão da minha independência financeira e muito menos da ideológica. Deve ser essa a razão de muitos dos meus problemas.
Não abaixo a cabeça. Uns chamam arrogância, outros orgulho besta, uns até esnobismo. Eu prefiro chamar de ciência do que realmente sou.
E principalmente do que ainda quero ser.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Luto

A vida é realmente muito volúvel.
Hoje você está aqui, amanhã pode não estar..
É assim meus amigos.
Esávamos meu pai e eu assistindo a uma reportagem sobre a tragédia do voô 447 da Air France. Então eu comentei com ele que morrer assim deve ser mais fácil. Afinal você nem percebe que está deixando tudo que conhece e teoricamente deva sentir pouca coisa.
Mas depois fui parar para pensar no quanto a minha declaração foi impensada.
Os parentes das vítimas iam querer me linchar se me ouvissem falar assim.
E depois analisando melhor, morrer saboreando cada minuto a menos de existência é bem mais interessante.
Deixar esse mundo não é nada fácil e claro que ninguém quer que isso aconteça. Infelizmente a morte é a única coisa certa na nossa vida.
Deixo minha tristeza por todos aqueles que se foram de maneira tão trágica e repentina.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Memória de elefante

Mais um aniversário daquela tarde memorável. E olha que já são quase dez anos.
Parece que foi ontem que estávamos entusiasmadas apenas pela presença. Presença essa que nem era tão presente assim.
Muita coisa mudou desde então, muita coisa não. Minha memória por exemplo não falha.
Mas uma coisa é imutável...
A certeza da nossa amizade e dos momentos felizes que ela nos trouxe.
E até mesmo aqueles que gostaríamos de esquecer valeram a pena.
Já dizia o poeta que tudo vale a pena.
Na atual conjuntura concordo plenamente com ele.

Positive vibrations forever

Minha alegria voltou e a culpa é toda sua.
E nem me venha falar que não tem nada a ver com isso.
Não. Essas são palavras que eu definitivamente nem quero e nem preciso ouvir.
Mas algo me diz que agora concordamos.
Um pressentimento de que tudo vai dar certo.
Coisas boas para mim (eu estava precisando!).
Coisas boas pra você (você merece!!).
E sobretudo para nós (essa é a hora!!!).
Não me lembro de um momento tão otimista e promissor.
Ainda bem que ele chegou e tomara que demore séculos pra nos deixar.

Descobertas à vista

Várias responsabilidades são sempre acompanhadas de cobranças implacáveis.
Não que eu seja medrosa e tal.. Mas que dá um receio dá, de carregar um mundo nas costas.
Na verdade não tenho do que reclamar. Sempre gostei de desafios e geralmente puxo a responsabilidade das coisas pra cima de mim.
O que acontece agora é apenas reflexo e consequência de um bom trabalho.
Esse friozinho na barriga faz parte. Talvez sem ele não tivesse a mesma graça.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Fazendo figa por nós



A outra razão da minha bonança naturalmente é a trégua da tempestade.
Uma tempestade recorrente e devastadora que há muito me pertubava.
Mas de repente o sol chegou e pude novamente enxergar o céu azul.
E que azul!

"É você que é feito de azul

Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais.."


Só tinha de ser com você (Tom Jobim)

E assim renasce a primavera. As flores são adoráveis.
Espero que elas não murchem tão cedo e possam colorir e alegrar a nossa existência.
Gostei dessa parte: "nossa existência".
Vou repeti-la internamente até acreditar de verdade que é verdade.

Nova fase


Uma das razões para meu renascer (digamos assim) é a minha entrada no SIFE.
O SIFE é uma ong internacional, a sigla diz STUDENTS IN FREE ENTERPRISE.
Eu já tinha ouvido falar na faculdade sobre isso, mas não conhecia a fundo.
Esse foi o meu primeiro erro. Não pesquisar de primeira o que isso significava.
Definitivamente eu não podia imaginar a grandeza dessa iniciativa e muito menos o bem agregado nesse nome. SIFE.
Nossa.. Além de trabalhar por alguém, ajudar ao próximo, a gente se ajuda sem nem se dar conta.
O bem estar originado de uma boa ação é uma sensação que todo mundo deveria experimentar.
Eu não tinha noção do quanto eu precisava de uma coisa dessas na minha vida.
O vazio que existia em mim desapareceu completamente.
No último sábado fui a uma reunião numa comunidade e tenho que registrar que foram duas horas de puro contentamento.
Teremos um trabalho árduo, mas prazeroso.
Sempre gostei de ajudar, de ser útil. Só me faltava uma visão mais global da coisa. E isso o SIFE me proporcionou.
Nunca pensei que atos simples como estes pudessem fazer tanta diferença.
É aquela coisa do faça sua parte e contribua com o todo.
Isso existe. E é maravilhoso.
A corrente do bem não é só coisa de filme.

Retorno de um breve afastamento

Minha vontade de escrever não cessou nesses dias.
O que aconteceu é que quando eu sentava na frente do computador algo me impedia de verbalizar os pensamentos.
Analisando os fatos creio que tinha me cansado de versar sobre determinados temas.
Temas estes que tinham se tornado uma constante na minha redação.
Felizmente o cenário vem apresentando mudanças significativas.
E meu momento "bloqueio criativo" passou. Ufa!
O último tema que eu pensei para trabalhar aqui foi beleza.
Por duas vezes iniciei algumas palavras, mas não prossegui.
Na atual conjuntura percebo beleza em tudo.
Não apenas ao olhar no espelho não.
Vejo beleza sobretudo na atitude das pessoas.
Em um cara que te deixa passar na frente, em outro que te faz um elogio rasgado na presença de todos, em outro que te dá uma oportunidade, ou em outro que lembra de você e se alegra com sua presença.
Isso tudo é mágico. E está perto de nós todo o tempo, mesmo quando não conseguimos enxergar.
Então quando te disserem que fulano ou cicrano não tem beleza desminta no ato.
Todos tem beleza.
E não só a beleza estética, visível e exigente da nossa época. Mas a beleza de alma. Aquela que só alguns privilegiados podem ver e demonstrar.
A beleza fascinante que eu vi no seu olhar.