
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
M
M de menina, M de mulher, M de melhor conselheira da galáxia.
É incrível a sua capacidade de ver sempre o outro lado da situação.
De ponderar a outra versão da história.
De nos puxar da nuvem e dizer que está na hora de acordar e retirar a lente cor de rosa.
E tudo isso com muita sutileza e inteligência.
A palavra sempre é a certa, dita do jeito certo, na hora certa.
Não sei como ela consegue.
É incrível a sua capacidade de ver sempre o outro lado da situação.
De ponderar a outra versão da história.
De nos puxar da nuvem e dizer que está na hora de acordar e retirar a lente cor de rosa.
E tudo isso com muita sutileza e inteligência.
A palavra sempre é a certa, dita do jeito certo, na hora certa.
Não sei como ela consegue.
O
O de orginal, O de obstinada, O do orgulho imenso que tenho em chamá-la de amiga.
Somos que nem um slogan antigo da Melissa: "Sempre igual, sempre diferente".
Fomos iguais até na dor, mas diferentes no motivo.
Fomos iguais sobretudo no apoio que demos uma pra outra.
Eu minto.
Ela foi diferente. Ela foi melhor.
Ela ouviu minha ladainha 300 vezes, e 300 vezes me respondeu de maneira reconfortante.
Ela conseguiu me acalmar.
Somos que nem um slogan antigo da Melissa: "Sempre igual, sempre diferente".
Fomos iguais até na dor, mas diferentes no motivo.
Fomos iguais sobretudo no apoio que demos uma pra outra.
Eu minto.
Ela foi diferente. Ela foi melhor.
Ela ouviu minha ladainha 300 vezes, e 300 vezes me respondeu de maneira reconfortante.
Ela conseguiu me acalmar.
N
N de notável, N de nobre, N de naturalmente parte do meu estado normal de felicidade.
Não consigo ficar sem ela.
Mesmo quando ela me irrita (isso é frequente), não consigo ignorar as ligações dela.
Cinco minutos depois já estamos debatendo o assunto da vez.
Ela é irritantemente necessária.
Não consigo ficar sem ela.
Mesmo quando ela me irrita (isso é frequente), não consigo ignorar as ligações dela.
Cinco minutos depois já estamos debatendo o assunto da vez.
Ela é irritantemente necessária.
I
I de iluminada, I de incrível, I de inacreditavelmente maravilhosa.
Inteligente como poucos, sarcástica como são os verdadeiramente interessantes.
Tive a sorte de conhecê-la entre tantos outros com quem convivi no ambiente dos livros.
Quem nos viu naquela época podia não acreditar.
Mas, tínhamos mesmo um futuro brilhante.
Inteligente como poucos, sarcástica como são os verdadeiramente interessantes.
Tive a sorte de conhecê-la entre tantos outros com quem convivi no ambiente dos livros.
Quem nos viu naquela época podia não acreditar.
Mas, tínhamos mesmo um futuro brilhante.
C
C de capaz, C de carinhosa, C de cinematograficamente especial.
Acho mesmo que deveríamos fazer um filme.
Nossos quartetos, nossos duetos, tem muita coisa para registrar.
As loucuras da adolescência, as descobertas da vida adulta.
Roteiro bonito o que estamos escrevendo.
Periga ganharmos o Oscar.
Acho mesmo que deveríamos fazer um filme.
Nossos quartetos, nossos duetos, tem muita coisa para registrar.
As loucuras da adolescência, as descobertas da vida adulta.
Roteiro bonito o que estamos escrevendo.
Periga ganharmos o Oscar.
A
A de amiga, A de adorável, A de amada por todos que a conhecem de alguma maneira.
Eu a conheço da melhor maneira.
Conheço sua alma, sua essência.
Sei dos motivos que me fazem escrever essas palavras.
Elas são meras mensageiras do tamanho do meu apreço e afeição por você amiga.
Te amo!
Eu a conheço da melhor maneira.
Conheço sua alma, sua essência.
Sei dos motivos que me fazem escrever essas palavras.
Elas são meras mensageiras do tamanho do meu apreço e afeição por você amiga.
Te amo!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Ex-BBB e CQC, nada a ver
Só uma notinha irresistível sobre a participação de Juliana Canabarro no CQC.
Na semana em que foram anunciados os 34 selecionados, tive a impressão de já ter visto aquele cabelo loiro em algum lugar.
E já tinha mesmo.
Ela participou do BBB6 e foi logo eliminada.
Então segunda estava eu lendo coisinhas na internet e vi que ela tinha entrado na justiça pra que não exibissem o seu teste na primeira eliminatória que aconteceu na própria segunda.
O motivo? Os meninos teriam pegado muito pesado com ela.
AH!! Não me faça rir mocinha.
Qualquer telespectador do CQC sabe que o esporte preferido dos homens de preto é tirar onda.
Assim, pressupõe-se que um pretenso integrante do programa deve estar preparado pra uma gozação de vez em quando.
Que o diga Rafael Cortez que tem sua masculinidade questionada a cada dois segundos.
Enfim...
Não querendo reforçar o coro machista (longe de mim uma autêntica feminista de carteirinha), uma pessoa que aparece de lingerie em praticamente todas as fotos da primeira página de pesquisa do google, não ia lá mesmo ter cacife pra ostentar o cargo de repórter daquele programa.
Venhamos e convenhamos né, senhorita musa da Playboy...
Recordar é rever - Parte II
INCERTEZAS (12/07/04)
Parece perto mas ainda está longe
Fico impaciente ouvindo o som do vento
Relembro os momentos que ainda estão por vir
As vezes isso acontece e não me deixa dormir
Nas horas de ócio leio qualquer fragmento
De alguma coisa que me remeta a você
É obssessivo pensar e não deixar de querer
Um olhar me desperta do sonho
E me transporta pra realidade
Será que esse olhar me queria e eu não soube reagir?
Naturalmente só desviei e nem ri
Entre uma linha e outra os dias vão passando
Me pergunto se agi errado ou se meu erro foi não agir...
O certo é que estou no meio
E agora não dá para fugir.
Parece perto mas ainda está longe
Fico impaciente ouvindo o som do vento
Relembro os momentos que ainda estão por vir
As vezes isso acontece e não me deixa dormir
Nas horas de ócio leio qualquer fragmento
De alguma coisa que me remeta a você
É obssessivo pensar e não deixar de querer
Um olhar me desperta do sonho
E me transporta pra realidade
Será que esse olhar me queria e eu não soube reagir?
Naturalmente só desviei e nem ri
Entre uma linha e outra os dias vão passando
Me pergunto se agi errado ou se meu erro foi não agir...
O certo é que estou no meio
E agora não dá para fugir.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Recordar é rever
Quando o assunto é escrever, poesia não é bem a minha especialidade. Eu fico a vontade mesmo é com a prosa.
Mas, de vez em quando tenho uns insights repentinos e saio rimando a torto e a direita.
Há cinco anos tive um momento como esse depois de um bom tempo sem me enveredar por esses caminhos.
Acho que o que me motivou foi o fato de ser aluna de Letras e estar rodeada de poetas e tudo mais. Tinha uns colegas que faziam parte de uma espécie de clube e sempre promoviam vinhadas repletas de muita poesia e teatro. Nessa atmosfera não dava mais pra segurar meu ímpeto criador.
Depois dessa época, escrevo rimas esporadicamente.
Como disse antes não é bem a minha praia. Elas não fluem assim fácil como um texto em prosa. É preciso muita profundidade na temática.
Não que eu só escreva sobre banalidades atualmente, mas é que a poética é mais sublime. Necessita uma razão maior de ser. Uma inspiração.
Decidi expor algumas dessas poesias aqui. Já que não estou rimando muito ultimamente, vou ao menos recordar o tempo em que isso se dava.
Sem título e sem data
Minha casa não é lar
Minha Tv não tem visão
Meu sorriso não é alegre
Meu choro é água em vão
Meu esforço não é o bastante
Minhas conversas são blá blá blá
Meu carinho não tem habitante
Meu destino é o procurar
Minha procura segue uma estrada
Minha estrada só tem contramão
Minha música toco na mente
Minha mente segue canção
Meu espírito parece contente
Minha alma confirma que não
Minha inspiração 'inda segue triste
Minha mania de criação
Minha existência pouco aparente
Meu carisma ignora afeição.
sábado, 22 de agosto de 2009
Séries são meu vício

Quem acaba de me conhecer percebe que adoro literatura.
Quem me conhece há pouco tempo sabe que amo produções audiovisuais.
Quem me conhece há pouco tempo sabe que amo produções audiovisuais.
Quem me conhece faz muito tempo sabe que adoro a temática "sexo/relacionamento".
Então não dá pra estranhar eu ter amado "Decamerão, a comédia do sexo".
Não.
Não sou viciada na Rede Globo.
Sou viciada em séries e congêneres.
E devo tirar o chapéu pra mais essa produção global em parceria com a Casa de Cinema de Porto Alegre.
O elenco trabalhou afinado num trabalho que teve seu início como um especial de final de ano exibido no princípio de 2009.
A direção de Ana Luiza Azevedo e Guel Arraes não nos ofereceu nada menos que um primor em todos os sentidos.
O tratamento da imagem era lindo. As paisagens das cidades que foram escolhidas como cenário (Farroupilha e Garibaldi) contribuíram muito para isso.
O figurino apaixonante. Adoro trajes de época, principalmente espartilhos e sapatos.
Mas, a minha motivação para assistir a todos os episódios foi mesmo o texto.
Baseado em histórias de Giovanni Boccaccio, Shakespeare e Asterix, o roteirista e também diretor Jorge Furtado assina os diálogos totalmente rimados e em consonância com o tema principal das tramas: sexo e relacionamento.
Em meio as cenas libidinosas sempre sobrou espaço pra uma citação shakespereana ou para um texto bem elaborado.
Adorei essa mistura de assunto leve com a seriedade que geralmente as rimas imprimem.
Nem ficou chato como alguns poderiam achar.
Era bom ouvir as conversas, e eu ficava super atenta pra ver como eles iriam terminar cada frase e tal.
Acho sinceramente que devem vir mais temporadas. Além de tudo isso que listei as histórias são bem engraçadas e merecem uma continuação.
Estou torcendo para isso.
Destaque do capítulo final: o correio que a personagem Monna (Deborah Secco) inventou para marcar encontros com Masetto (Lázaro Ramos).
Ela deu uma revista para ele, sendo que ela também tinha a mesma edição. Então ela bordava toalinhas para a igreja de acordo com a mensagem que ela queria passar. Daí ele colocava a toalhinha em cima da revista e através dos furos dos bordados conseguia decifrar o que sua amada tentava dizer.
Muito bom!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Joziane
Eu poderia dizer muitas coisas no dia de hoje.
Poderia fazer um daqueles textos de aniversário que faço pra todos que amo.
Acho que já estou fazendo isso por sinal.
A pessoa que nasceu nesse dia há 22 anos atrás, é de muita importância na minha vida.
Crescemos juntas e escolhemos ser irmãs. De coração.
Passamos cada perrengue que é melhor nem começar a descrever. Dariam milhares de outros textos.
Acima de tudo devo registrar meu amor incondicional por ela.
Reclamar quando for preciso, encher o saco pelas coisas erradas como só eu sei fazer e etc.
Hoje estamos um pouco distantes. A vida quis assim.
Porém isso não diminui nem um tris o que sinto por ela. Experimenta mexer com ela pra ver o que acontece!
Meu texto está refletindo a nossa divergência.
Mas, espero sinceramente que daqui há um ano estejamos novamente do mesmo lado. Ou não.
Talvez a mudança que ela vem sofrendo seja inevitável e irreversível.
E ademais quem disse que estou certa?
Quem sabe se amanhã conseguirei enxergar que ela está feliz?
No entanto, não sou a única que pensa assim.
Ninguém a reconhece mais.
Cadê aquela menina cheia de personalidade e com uma vontade incontrolável de viver?
Foi substituída por uma mulher casada a 20 anos com um pano de prato pendurado no ombro.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Raiva
Acabo de passar por uma situação no mínimo humilhante.
Não vou relatá-la pois acho que a pessoa em questão nem merece tanta publicidade assim.
Já basta o fato de ter me irritado tanto a ponto de me fazer escrever por aqui esse desabafo.
Acho o fim da picada pessoas como essa que preferem se aproveitar da nobreza dos outros (como diria Chapolin) a fazer algo de útil em suas vidas.
Na verdade elas até acham que estão fazendo alguma coisa importante. Que na maioria das vezes só é importante para elas mesmas. E as vezes nem o é.
Não sou do tipo que acho que sei de tudo e que sempre estou certa. Mas, nesse caso específico posso afirmar com convicção que ela está prejudicando a si mesma sem notar.
Infelizmente saí magoada no final das contas, o que nem deveria ter acontecido se eu tivesse sido mais astuta.
A minha astúcia nem sempre está a mão quando preciso.
Isso acontece com muitas pessoas que conheço. A gente só pensa no que deveria ter dito um século depois do acontecimento ter se passado.
Mas não tem nada não.
Não faço o gênero vingativo, e sei que num dia não muito distante, não precisarei mais ouvir e presenciar certas coisas.
São ossos do ofício (apesar de eu estar desempregada) e coisas da vida como eu costumava dizer nos meus tempos de 8ª série.
Não vou relatá-la pois acho que a pessoa em questão nem merece tanta publicidade assim.
Já basta o fato de ter me irritado tanto a ponto de me fazer escrever por aqui esse desabafo.
Acho o fim da picada pessoas como essa que preferem se aproveitar da nobreza dos outros (como diria Chapolin) a fazer algo de útil em suas vidas.
Na verdade elas até acham que estão fazendo alguma coisa importante. Que na maioria das vezes só é importante para elas mesmas. E as vezes nem o é.
Não sou do tipo que acho que sei de tudo e que sempre estou certa. Mas, nesse caso específico posso afirmar com convicção que ela está prejudicando a si mesma sem notar.
Infelizmente saí magoada no final das contas, o que nem deveria ter acontecido se eu tivesse sido mais astuta.
A minha astúcia nem sempre está a mão quando preciso.
Isso acontece com muitas pessoas que conheço. A gente só pensa no que deveria ter dito um século depois do acontecimento ter se passado.
Mas não tem nada não.
Não faço o gênero vingativo, e sei que num dia não muito distante, não precisarei mais ouvir e presenciar certas coisas.
São ossos do ofício (apesar de eu estar desempregada) e coisas da vida como eu costumava dizer nos meus tempos de 8ª série.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Questionamento religioso
Os frequentadores da "igreja" Universal estão a se perguntar...
___ Serei eu um fiel pagador ou um pagador fiel?
___ Serei eu um fiel pagador ou um pagador fiel?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Forró de qualidade
Não poderia deixar de citar o infalível Programa do Jô.
O musical de ontem foi bárbaro com Dominguinhos.
Pra quem acha que forró é "você não vale nada mas eu gosto de você" fica aí a dica de um bom representante da música verdadeiramente regional.
Discípulo de Gonzagão, Dominguinhos não deixa a desejar e compõe músicas lindas. Uma das quais será reproduzida a seguir.
Composição: Anastácia & Dominguinhos
Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó prá mim do meu jeito assim
Que alegre o meu viver
O musical de ontem foi bárbaro com Dominguinhos.
Pra quem acha que forró é "você não vale nada mas eu gosto de você" fica aí a dica de um bom representante da música verdadeiramente regional.
Discípulo de Gonzagão, Dominguinhos não deixa a desejar e compõe músicas lindas. Uma das quais será reproduzida a seguir.
Eu Só Quero Um Xodó
Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó prá mim do meu jeito assim
Que alegre o meu viver
Roteiros da madrugada
Noite de insônia é daquele jeito.
Muita TV pra tentar fazer o sono chegar.
As vezes dá certo as vezes não.
Ontem por exemplo não deu.
Só dormi depois que os galos acordaram...
Madrugada a dentro pude ver muita coisa legal.
Vou dividir por programas.
Muita TV pra tentar fazer o sono chegar.
As vezes dá certo as vezes não.
Ontem por exemplo não deu.
Só dormi depois que os galos acordaram...
Madrugada a dentro pude ver muita coisa legal.
Vou dividir por programas.
- A noite é uma criança - matéria com Maurício de Sousa na qual fui apresentada á Turma da Mônica jovem. Eu ainda não tinha visto a galerinha na fase adolescente. Visitei o site e dá pra ler a revista on line. Só precisa fazer um cadastro super rapidinho. A minha personagem preferida "Magali" ficou linda. Todos ficaram. Mas, tenho que puxar a sardinha pra comilona. A revista é em preto e branco, segue estilo mangá e aborda temáticas adolescentes. Segundo o próprio Maurício, após a consolidação da marca os temas tratarão de namoro, sexo e até drogas. Uma tentativa válida de continuar com o público da antiga turminha que cresce e procura outras alternativas. Adorei!
- Sem Censura - entrevista com Miguel Falabella e Simone Gutierrez. Estavam falando do novo musical do Miguel "Hairspray" que segue a linha das produções anteriores como "Império", "O beijo da mulher aranha" e "Os produtores". O talento dele é espantoso. Sou fâ desde sempre. Infelizmente para os fãs de Toma Lá da Cá, ele anunciou que o programa vai dar um tempo. Talvez até acabe como foi o caso do Sai de Baixo. Enfim...No entanto, daquela cabecinha efervescente sempre surgem novidades. E a próxima é a concretização do esperado projeto que ele tem com a atriz Cláudia Jimenez. Provavelmente no ano que vem eles vão levar a tela da Globo um seriado que se chamará "A vida alheia". Cláudia interpretará a editora de uma revista de fofocas, e a trama de cada episódio gira em torno da capa. Que fatos levaram a essa configuração de fatos abordados? Pela descrição pareceu bem legal. Sucesso na certa.
- Sessão Brasil - O casamento de Loiuse. Com a direção de Betse de Paula, que eu não conhecia, o filme retrata a vida de duas mulheres de classes sociais diferentes mas que tem um sonho igual. O sonho da quase totalidade das mulheres: o príncipe encantado. O legal é que no final uma acaba ficando com o príncipe da outra, o que não é lá muito convencional mas bem sacado. Adorei! Nada mais propício numa noite em que se falou muito de cinema brasileiro na aula. Amo assistir filmes brasileiros.
E essas são as coisas que me mantiveram calma quando não tinha mais ninguém acordado e eu já estava quase conseguindo ouvir minha própria respiração.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Ode ao dia dos pais
Ontem só pra variar não tinha grana pra dar um presente pro meu velho.
E não pensem que chamá-lo assim é modismo. Meu pai é de fato um velho de 81 anos que conseguiu driblar a estrondosa diferença de idade que existe entre nós dois.
No início era complicado. Ele ficou viúvo quando eu tinha 4 anos. Então passou por um período em stand by.
Foi uma fase difícil, na qual o máximo que eu podia fazer era dormir olhando pra ele.
Sempre que temos aquelas conversas sobre o passado ele faz questão de relembrar esse tempo. Eu era a única companhia dele e ele era a minha única companhia.
Atravessamos toda a minha infância assim. Meu irmão já era adulto e não soube lidar com a perda da minha mãe. Não ficou ao nosso lado.
Depois quando eu entrei na adolescência tive que me virar.
Tudo bem que a falta de mãe fez com que eu amadurecesse bem mais rápido do que as outras meninas. Mas, não conheço ninguém que tenha falado pro pai na primeira vez que menstruou.
Esse tipo de assunto nunca foi um tabu entre a gente. E por incrível que pareça durante a minha adolescência nossa relação ficou mais forte do que nunca.
Depois que passou o luto quase permanente da sua viuvez, meu pai se tornou mais acessível, mais bem humorado, me deixou ver quem era ele de fato.
E o que eu vi me surpreendeu.
Conheci um homem único. Generoso, justo, atemporal, a prova viva da seleção natural. Definitivamente ele sabe se adaptar as mudanças desse mundão.
Poucas pessoas acreditam quando digo que até hoje ele resolve todos os seus problemas sem mim, e que não sou eu que cuido dele. A gente cuida um do outro.
Ainda bem que ele é mega resistente. Não guento ver ele doente. Chego a ficar sem chão só de pensar nele sofrendo.
Ontem mesmo, dia dos Pais, ele derramou umas lágrimas pela saudade que ele sente do pai dele.
É estranho ver aquela pessoa que foi o nosso porto seguro a vida inteira, tendo um momento de fraqueza.
Reações como essa provam que ele é humano.
E o melhor de tudo é que Deus colocou ele no meu caminho.
Porque fui escolhida. Ele não hesitou em enfrentar a todos pra que eu fôsse sua filha nem que fôsse só no papel.
Hoje, depois de anos ao seu lado e vendo o quão sortuda eu fui, posso afirmar que aquele registro de nascimento no qual está lavrado o nome dele não significa um terço do que eu sinto.
Ele pra mim é muito mais que uma assinatura e do que um monte de obrigações corriqueiras.
Ele é a razão da minha vida. É por ele que eu levanto e deito.
É pra ele que faço tudo que faço. É pra dar a ele o que ele quiser que me sacrifico.
E por que eu faço essas coisas?
Por que é o único jeito que sei fazer isso.
Foi assim que ele me ensinou a amar.
Te amo PAI!!!
E não pensem que chamá-lo assim é modismo. Meu pai é de fato um velho de 81 anos que conseguiu driblar a estrondosa diferença de idade que existe entre nós dois.
No início era complicado. Ele ficou viúvo quando eu tinha 4 anos. Então passou por um período em stand by.
Foi uma fase difícil, na qual o máximo que eu podia fazer era dormir olhando pra ele.
Sempre que temos aquelas conversas sobre o passado ele faz questão de relembrar esse tempo. Eu era a única companhia dele e ele era a minha única companhia.
Atravessamos toda a minha infância assim. Meu irmão já era adulto e não soube lidar com a perda da minha mãe. Não ficou ao nosso lado.
Depois quando eu entrei na adolescência tive que me virar.
Tudo bem que a falta de mãe fez com que eu amadurecesse bem mais rápido do que as outras meninas. Mas, não conheço ninguém que tenha falado pro pai na primeira vez que menstruou.
Esse tipo de assunto nunca foi um tabu entre a gente. E por incrível que pareça durante a minha adolescência nossa relação ficou mais forte do que nunca.
Depois que passou o luto quase permanente da sua viuvez, meu pai se tornou mais acessível, mais bem humorado, me deixou ver quem era ele de fato.
E o que eu vi me surpreendeu.
Conheci um homem único. Generoso, justo, atemporal, a prova viva da seleção natural. Definitivamente ele sabe se adaptar as mudanças desse mundão.
Poucas pessoas acreditam quando digo que até hoje ele resolve todos os seus problemas sem mim, e que não sou eu que cuido dele. A gente cuida um do outro.
Ainda bem que ele é mega resistente. Não guento ver ele doente. Chego a ficar sem chão só de pensar nele sofrendo.
Ontem mesmo, dia dos Pais, ele derramou umas lágrimas pela saudade que ele sente do pai dele.
É estranho ver aquela pessoa que foi o nosso porto seguro a vida inteira, tendo um momento de fraqueza.
Reações como essa provam que ele é humano.
E o melhor de tudo é que Deus colocou ele no meu caminho.
Porque fui escolhida. Ele não hesitou em enfrentar a todos pra que eu fôsse sua filha nem que fôsse só no papel.
Hoje, depois de anos ao seu lado e vendo o quão sortuda eu fui, posso afirmar que aquele registro de nascimento no qual está lavrado o nome dele não significa um terço do que eu sinto.
Ele pra mim é muito mais que uma assinatura e do que um monte de obrigações corriqueiras.
Ele é a razão da minha vida. É por ele que eu levanto e deito.
É pra ele que faço tudo que faço. É pra dar a ele o que ele quiser que me sacrifico.
E por que eu faço essas coisas?
Por que é o único jeito que sei fazer isso.
Foi assim que ele me ensinou a amar.
Te amo PAI!!!
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