quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Não tem idade certa pra se divertir



Nos filmes que passei a vida assistindo (e ainda passo), cansei de ver as velhinhas viciadas em jogar bingo.
Não entendia.
Como é que pode - eu pensava - a pessoa perder tempo esperando alguém dizer um número pra você marcar.
Hoje, apesar de não ser ainda uma velhinha, virei adepta dos bingos. Me reúno com a galera e nos divertimos à beça.
Só parei pra pensar nisso depois que um amigo meu - que não vai ao bingo com a gente - disse que estávamos parecendo essas tais velhinhas.
Então eu respondi: " É legal, ora!"
Eu devia saber. Uma pessoa viciada em Banco Imobiliário e outros jogos na infância tinha que acabar no bingo.
Mas, falando sério.
Acho que o bingo em si nem é o nosso principal atrativo.
O legal mesmo é a sensação de estarmos juntos e empenhados em alguma coisa, no caso ganhar uma partida.
Essa é a verdadeira diversão. Juntar os amigos e jogar. Qualquer que seja o jogo.
Só não vale passar batido.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Enigmas da Caverna do Dragão

Acredito que os fãs da Caverna do Dragão - assim como eu - estão revendo os episódios apresentados diariamente na TV globinho.
Estive dando uma pesquisada e a cada novo site a dúvida só aumenta em relação ao final verdadeiro.
Tudo bem que Michael Reavers, um dos roteiristas, publicou no seu site o script do capítulo final(Requiem). Mas, ainda nutro minhas dúvidas. Todas brotadas das especulações quanto ao caráter sombrio da série.
Sinceramente acho que faz todo sentido aquela história de Uni do mal, Mestre dos magos idem, e de inferno.
Se fôssemos começar a analisar, toda vez que eles estão quase voltando algo os impede.
Pra mim ficou claro. Se eles não conseguem é porque de fato estão mortos.
Deixando essa polêmica de lado por um momento, a animação é intrigante e o roteiro fascina.
Porquê que eu não tive essa idéia!? Ah..é mesmo ela é de 1983. Eu ainda não tinha sido fecundada. Eu acho.
Então. Um dia desses a Globo exibiu o episódio "O Tempo Perdido" quando o Vingador tenta mudar o final da Segunda Guerra Mundial para facilitar o desaparecimento dos meninos. Bastante interessante o enredo e a intertextualidade com a realidade.
Tudo de bom.
Mas, voltando ao final. É difícil admitir que os caras estavam mortos. Acho que isso motivou o término da série.
Fazer com que o final fôsse aceito depois da boataria que se espalhou pela internet seria difícil.
Toda a atmosfera envolta no desenho. Os mistérios, os monstros, o lado escorregadio do Mestre dos Magos; tudo me faz crer na tal versão macabra.
Não seria a primeira vez que histórias fantásticas estariam recheadas de aspectos sombrios.
Encontrei um site legal que fez uma montagemde uma hipotética versão cinematográfica.


Milhares de nerds votaram! Eis os escolhidos.

NOME DO FILME : Dungeons and Dragons - The Movie
ENREDO: Os garotos conseguem voltar pra casa? Não, eles não conseguem voltar.
ELENCO:
Hank - Heath Ledger
Sheila - Bryce Dallas Howard
Bobby - Thomas Sangster
Diana - Jennifer Freeman
Presto - Rupert Grint
Eric - Paulo Costanzo
Mestre dos Magos - Danny Devitto
Vingador - Christopher Walken
Tiamat (a voz) -Hugo Weaving

FONTE: jovemnerd.ig.com.br/wordpress/?p=848

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Rápidas impressões

Tive um tempão pra curtir a vida nesse feriado prolongado.
E de fato me diverti.
Li, encontrei meu quarteto, bebi umas, participei de farras gastronômicas, ouvi música e vi filmes.
Ufa!
Deu pra dar uma revigorada e voltar pra vida real com força total.
Sempre fica algo que precisamos comentar. Nesse caso falarei dos filmes.
O primerio da lista foi a nova comédia romântica de Sandra Bullock - A Proposta.
Eu estava com vontade mesmo de ver um filme nesse estilo. E ele não me decepcionou.
Conta a história de uma quase deportada que resolve casar com seu secretário para ganhar o green card.
Eu sei que parece bobo. Mas pra quem gosta de dar risadas tá recomendado.




O seguinte também seguiu a mesma linha. Matei minha vontade de ver filmes como esse por um bom tempo.
Confessions of a shopaholic (Os delírios de consumo de Becky Bloom) nos traz uma versão de 25 anos de Carrie Bradshaw. Sim. Com o mesmo gosto por moda, os figurinos extravagantes (mais chiquérrimos), os problemas com relacionamento e etc.
Só uma coisa torna Carrie realmente diferente. O fato de Becky ser completamente viciada em compras.
As situações nas quais ela se envolve para quitar seus doze cartões de crédito são muito engraçadas. Sem contar no cobrador que passa o filme inteiro atrás dela.
Becky só consegue o equilíbrio no final quando descobre que há mais coisas na vida do que esperar desesperada a confirmação de que o seu cartão foi aceito.
Filme leve e divertido.






E o que me fez me emocionar e ficar até agora com a trilha sonora grudada na cabeça.
O oscarizado e super recomendado "Quem quer ser um milionário?"
Simplesmente divino.
A história é fantástica. O lance dos flashbacks é bem bacana. Dá dinamismo ao enredo.
A crítica social também foi bem explorada na película.
Só posso repassar as recomendações.
Esse vale muito a pena alugar. Ou comprar, se você tiver o estilo Becky Bloom.
=)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vida de escritor: a deles e a minha

Quando me propus a participar dessa blogagem coletiva pensei imediatamente em Machado de Assis. Afinal minha paixão por realismo é óbvia.
Então pensei de novo. E o tempo entre o primeiro e o segundo pensamento foi muito rápido. Foi o tempo de eu olhar novamernte a foto de Fernando Sabino.
Por que não escrever sobre como a minha paixão pelo realismo começou?
E esse início tem tudo a ver com o cara da foto. Coincidentemente.
Lá pelos idos de 1991 ou 1992 (não me lembro com exatidão) meu pai me presenteou com uma edição do minidicionário Luft. De brinde vieram dois livretos. Um com dicas de português, e o outro que definiu os livros que eu leria dali em diante.
Esse exemplar ao qual me refiro é uma edição do conto O Bom Ladrão de Fernando Sabino. Na verdade, ele pertence à obra A Faca de Dois Gumes e foi especialmente editado para acompanhar o minidicionário.
Foi muita sorte. Eu realmente tinha que ler esse conto.
Aos 7 ou 8 anos não devo ter entendido muita coisa, mas boa parte das informações ficou mais gravada na minha memória do que eu podia imaginar.
Logo no início do texto Sabino me apresentou Machado de Assis.
Quando li as palavras "O Enigma de Capitu" aquilo realmente soou como um enigma pra mim. Fiquei me perguntando que enigma seria esse. Aliás, enigma foi a primeira palavra que grifei no livro. Eu tinha aprendido na escola que deveríamos grifar as palavras que não conhecíamos e depois procurá-las no dicionário. Nada mais apropriado já que eu havia acabado de ganhar um.
Esse enigma só foi ficar meu conhecido 7 anos depois. Na oitava série minha professora de português propôs que lêssemos clássicos da literaturta brasileira e em seguida os dramatizássemos. Com aquele enigma na cabeça escolhi Dom Casmurro. A professora fez outro pedido. A idéia dela é que fizéssemos o julgamento de Capitu. Aceitei na hora, mesmo ser ter lido a história ainda.
Ao iniciar a leitura percebi que a palvra enigma deve ter sido inventada só para definir aquela situação. Mas, como já tinha aceitado o desafio lá fui eu escrever um roteiro para o tal julgamento.
Além de escrever, resolvi atuar como advogada de acusação. E o veredicto deixei para a platéia pois não ousei e até hoje não ouso afirmar minhas suspeitas sobre a culpabilidade de Capitolina.
Na peça fazíamos um intervalo e distribuíamos papéis para que o público votasse depois do testemunho que haviam presenciado no decorrer do julgamento. Para minha indignação a ré foi absolvida. A democracia assim decidiu.
Sou super grata a Fernando Sabino por ter incitado em mim essa reflexão. Dimas, personagem-narrador de O Bom Ladrão, também tem sua Capitu e admira a obra machadiana. Além disso trabalha como jornalista e publicitário. As duas profissões que escolhi pra mim.
Agora, relendo o livro para nele basear esse texto, redescobri tudo isso. Vi também que ele não me apresentou somente Machado. Em meio as palavras sublinhadas que hoje não tenho dificuldades para entender, encontrei referências de todos os livros que almejei ler e que fui lendo dos 14 aos 25 anos.
Depois de Dom Casmurro Sabino cita Madame Bovary, O Primo Basílio, Crime e Castigo. Todos lidos por mim, todos realistas, todos apaixonantes.
É claro que esses não foram os únicos títulos que ocuparam a minha cabeceira. Certamente foram os mais esperados e mais desfrutados.
Eu não fazia a menor idéia do por quê. Até que Fernando Sabino voltei a ler.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ser um herói


Estamos em meio a II Semana de Comunicação do CEUT.
É um furacão.
Pessoas se inscrevendo na última hora, outras vindo se credenciar. Aquela bagunça.
Na verdade já fiz um post sobre a dinâmica da semana e tal.
Esse é para falar de outro desmembramento.
Nossa temática criativa é Super-herói (como já foi dito antes) e todas as salas de oficinas e grupos de discussão serão sinalizadas com nomes de quartéis-generais desses personagens.
Diante disso tivemos várias conversas e fizemos muitas pesquisas.
Não que já não tivéssemos conhecimentos suficientes de hq's para isso. Mas, é que nessas horas de artibuir nomes às coisas fica tudo escondido num cantinho da nossa memória.
Enfim...
O fato é que surgiram milhares de sugestões. Apareceu de Peter Pan a Power Rangers.
Entre risadas e lembranças de infância surgiu o questionamento.
O que caracteriza um super-herói?
Será que o Tarzan entra nessa lista?
Perguntas como essa nos fazem refletir.
O quê alguém tem que fazer para ser considerado um herói?
Pular de galho em galho pendurado num cipó? Pagar as contas do mês sem atrasar nenhuma? Não esquecer datas importantes? Não sacanear o contribuinte?
Eu graças a Deus tenho meu herói particular. Meu pai. E já falei bastante sobre ele aqui http://eusoupublicista.blogspot.com/2009/08/ode-ao-dia-dos-pais.html
E de acordo com o meu padrão para heróis, no mínimo a pessoa tem que se doar por uma causa ou por alguém.
É o requisito que caracteriza todos esses heróis que povoam o nosso imaginário.
Todos eles precisam proteger o que amam.
He-Man/Eternia, Tarzan/A floresta, Batman/Gotham City.Meu pai/Eu... E por aí vai.
Nessa vida precisamos de heróis.
Cada um escolhe os que prefere. Se os de carne osso ou os que moram na virtualidade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Semana 2: o retorno



Na próxima Segunda (5 de junho) se inicia a II Semana de Comunicação do CEUT.
Tendo obtido grande sucesso de público e de crítica no ano de 2008 o evento retorna oferecendo diversas oficinas, palestras magistrais e grupos de discussão.
As temáticas dessa edição são elencadas em central e criativa.
A central apresenta Mercado, Academia e Novas Tecnologias. A criativa aborda a capacidade heróica dos comunicadores diante das agruras do mercado de trabalho.
O slogan diz: Aqui Super-herói mostra a cara!
É uma oportunidade dos estudantes e profissionais da área se integrarem e discutir os rumos comunicacionais nessa nova era de you tube, twitter e afins.
Além da programação disponibilizada, estão abertas as inscrições para três concursos: Concurso de Fotografia, de Campanha Publicitária e Artigo Jornalístico. Para mais informações acesse o site http://www.ceut.com.br/semanadecomunicacao.asp
As inscrições podem ser feitas até momento antes do início das atividades no hall da Faculdade CEUT e na Inove Agência Jr.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Medalha de Ouro



Apesar do dia corrido que tive, não podia me abster de tecer alguns comentários sobre a vitória do Rio para sediar as Olímpiadas de 2016.
Eu cheguei em casa e liguei imediatamente a TV. Acompanhei os vídeos e me emocionei com o nosso.
De verdade mesmo. Não pude conter as lágrimas vendo aquele filme.
Nada mais natural.
Afinal as imagens só podiam ser belíssimas. E o diretor contribuiu deveras para a atmosfera favorável disso tudo.
Não era pra menos. Fernando Meirelles. Aquele mesmo cara que depois de apavorar no mercado publicitário está sendo extremamente bem sucedido como cineasta.
Pra quem não está ligando o nome a pessoa (acho muito difícil que isso ocorra), ele dirigiu Cidade de Deus e a minissérie global Som e Fúria.
Agora, focando um pouco mais no acontecimento e menos na publicidade, foi lindo.
Ver as pessoas empenhadas por um objetivo sempre é belo.
Podem dizer que é hipocrisia o país ficar torcendo por algo como essa candidatura enquanto tem muita gente por aí passando fome. Mas, ninguém pode negar quanta força tem o espírito olímpico.
Não sou atleta. Estou bem longe disso na verdade. Só que sempre admirei a luta branca travada através do esporte.
A competição saudável, o estímulo à superação.
Acima de tudo admiro o clima de paz. O ideal de que podemos viver sem conflitos armados. Com alegria. Com emoção. Com cooperação.
Sim. Porque mesmo nos esportes individuais você precisa de alguém pra te incentivar naquela hora difícil.
Enfim...
Me amarro em esporte. Naquilo que ele representa. Sou fã.
E acho que os jogos de 2016 serão muito benéficos para o Rio. Para o Brasil de uma maneira geral.
Espero também que a estrutura não seja entregue as baratas depois. Tal qual aconteceu com o Pan.
Que essa vitória de hoje sirva para incentivar todos a darem o melhor de si. Os atletas e os não atletas.