E eles se beijaram.
Mara não podia ver, mas podia sentir que tinha perdido a batalha.
Os olhares das outras pessoas que estavam surpresas com aquele beijo não permitiam que restasse nenhuma dúvida sobre a perda.
Mais uma vez ela tinha perdido pra si mesma. Pra sua hesitação. Pra sua insegurança.
Não que ela fôsse insegura na essência. Com outros homens sabia se conduzir.
Com André era diferente. Ele era maravilhosamente ameaçador. Tinha um olhar descarado e ao mesmo tempo tímido. Era um olhar falante. E Mara tentou muito falar com os olhos naquela noite. Infelizmente não conseguiu.
Assim que chegaram ao bar Mara percebeu a presença de uma rival. Amanda. O pior é que elas se davam bem. Poderiam mesmo ser chamadas de amigas. Por causa dessa ligação entre elas não foi possível verbalizar sua vontade de estar com André. Não compartilhou com ninguém sua necessidade pelo beijo dele.
Ela sabia na verdade que ninguém deveria mesmo saber sobre isso. A única pessoa pra quem precisava contar era o próprio André.
Tentativas foram feitas nesse sentido, sem êxitos porém.
Os dois eram próximos. Amigos virtuais. Conversavam as vezes pela internet.
No entanto, quando se encontravam surgia uma barreira. Uma espécie de muro que se erguia diante dela. Dele também ela pensava. Afinal, aqueles olhares não podiam ser só coincidência de rota visual. Ela sentia que era especial. Lia nas entrelinhas das conversas deles que existia um algo mais. Uma faísca que precisava desesperadamente se transformar em uma chama. Quem sabe a chama que ela buscava para dar sentido a sua vida.
Mara e André eram parecidos. Ele também demonstrava ter dificuldades de relacionamento.
Ele tentou. Do seu jeito, mas tentou.
Aproveitou a escuridão do ambiente e se aproximou. Tocou Mara que assustada se afastou.
Não se afastou por querer. Foi como um ato reflexo.
Arrependida no momento imediatamente após, tentaria uma reaproximação. Um novo toque. Se tivesse tido coragem. Não teve.
Ao acender das luzes percebeu Amanda fazendo o que ela deveria fazer. Aí sua derrota começou a se configurar.
Não se sentia apta para lutar. Não tentou se insinuar. Nenhuma vez.
Quando no fim ouviu os comentários confirmadores só tinha vontade de chorar.
Mas, não fez nada. Foi embora sem ninguém cumprimentar. Nem André.
Mara não podia ver, mas podia sentir que tinha perdido a batalha.
Os olhares das outras pessoas que estavam surpresas com aquele beijo não permitiam que restasse nenhuma dúvida sobre a perda.
Mais uma vez ela tinha perdido pra si mesma. Pra sua hesitação. Pra sua insegurança.
Não que ela fôsse insegura na essência. Com outros homens sabia se conduzir.
Com André era diferente. Ele era maravilhosamente ameaçador. Tinha um olhar descarado e ao mesmo tempo tímido. Era um olhar falante. E Mara tentou muito falar com os olhos naquela noite. Infelizmente não conseguiu.
Assim que chegaram ao bar Mara percebeu a presença de uma rival. Amanda. O pior é que elas se davam bem. Poderiam mesmo ser chamadas de amigas. Por causa dessa ligação entre elas não foi possível verbalizar sua vontade de estar com André. Não compartilhou com ninguém sua necessidade pelo beijo dele.
Ela sabia na verdade que ninguém deveria mesmo saber sobre isso. A única pessoa pra quem precisava contar era o próprio André.
Tentativas foram feitas nesse sentido, sem êxitos porém.
Os dois eram próximos. Amigos virtuais. Conversavam as vezes pela internet.
No entanto, quando se encontravam surgia uma barreira. Uma espécie de muro que se erguia diante dela. Dele também ela pensava. Afinal, aqueles olhares não podiam ser só coincidência de rota visual. Ela sentia que era especial. Lia nas entrelinhas das conversas deles que existia um algo mais. Uma faísca que precisava desesperadamente se transformar em uma chama. Quem sabe a chama que ela buscava para dar sentido a sua vida.
Mara e André eram parecidos. Ele também demonstrava ter dificuldades de relacionamento.
Ele tentou. Do seu jeito, mas tentou.
Aproveitou a escuridão do ambiente e se aproximou. Tocou Mara que assustada se afastou.
Não se afastou por querer. Foi como um ato reflexo.
Arrependida no momento imediatamente após, tentaria uma reaproximação. Um novo toque. Se tivesse tido coragem. Não teve.
Ao acender das luzes percebeu Amanda fazendo o que ela deveria fazer. Aí sua derrota começou a se configurar.
Não se sentia apta para lutar. Não tentou se insinuar. Nenhuma vez.
Quando no fim ouviu os comentários confirmadores só tinha vontade de chorar.
Mas, não fez nada. Foi embora sem ninguém cumprimentar. Nem André.

