

Quando estamos rodeados de muita gente fazendo barulho, geralmente bate aquela vontade de ficar sozinho.
Mas, você já parou pra pensar que ninguém nunca está só de fato? Eu pelo menos nunca estou.
Meus pensamentos nunca me deixam entregue a mim mesma.
Se não é pensando algo sério é ouvindo a voz interior que sempre tem alguma coisa pra dizer sobre tudo o que acontece no mundo.
Ainda na categoria ouvir, tenho uma exclusiva estação de rádio intra-cerebral que dispõe de um imenso catálogo musical. Quando não estou ouvindo música pelos meios convencionais, ela está lá cantarolando uma música que ouvi ontem ou outra que quero ouvir amanhã.
Como qualquer rádio que se preze tem um programa especializado em flashbacks. Invariavelmente surge um sucesso pop do final dos anos 80, época da minha primeira infância, quando mamãe me acostumou a conviver num ambiente musical. Devo a ela todo o meu interesse psicótico por letras e melodias.
Outra coisa que não cala é a consciência. Se bem que ela nunca esteve tão tranquila. Um pouco intrigada talvez. Se perguntando o porque da não concretização de ideias que ela passou horas arquitetando.
But, sem dúvida, o que não pára de martelar a minha cabeça é a imaginação. Sempre fui do tipo que viaja legal num mundo que só eu conheço o caminho. A diferença é que agora sei a hora de voltar de lá.
Lembro uma vez que me encostei na janela de uma sala de aula (estava na 3ª série, eu acho) e fiquei observando a professora falar aos alunos. A diretora, uma perfeita bruxa, tinha nos proibido de ficar nas janelas para não atrapalhar o andamento das aulas. Nunca tinha sido do tipo que atrapalha uma aula. Até aquele dia.
Nessa minha observação me distraí de tal forma que não ouvi os gritos da diretora ordenando que eu deixasse a janela. Quando dei por mim uma multidão já ria da minha aparente surdez. Era a única explicação possível tendo em vista o tom de voz da diretora capaz de estourar qualquer tímpano. Saí da janela querendo sumir. Aos 9 anos a última coisa que a gente deseja é ser zoada pelo colégio todo.
Mais uma vez fiquei sozinha. Ninguém conseguiu compreender meu nível de distração. Era só a imaginação trabalhando. E para trabalhar de verdade ela precisa de solidão.
Mas, você já parou pra pensar que ninguém nunca está só de fato? Eu pelo menos nunca estou.
Meus pensamentos nunca me deixam entregue a mim mesma.
Se não é pensando algo sério é ouvindo a voz interior que sempre tem alguma coisa pra dizer sobre tudo o que acontece no mundo.
Ainda na categoria ouvir, tenho uma exclusiva estação de rádio intra-cerebral que dispõe de um imenso catálogo musical. Quando não estou ouvindo música pelos meios convencionais, ela está lá cantarolando uma música que ouvi ontem ou outra que quero ouvir amanhã.
Como qualquer rádio que se preze tem um programa especializado em flashbacks. Invariavelmente surge um sucesso pop do final dos anos 80, época da minha primeira infância, quando mamãe me acostumou a conviver num ambiente musical. Devo a ela todo o meu interesse psicótico por letras e melodias.
Outra coisa que não cala é a consciência. Se bem que ela nunca esteve tão tranquila. Um pouco intrigada talvez. Se perguntando o porque da não concretização de ideias que ela passou horas arquitetando.
But, sem dúvida, o que não pára de martelar a minha cabeça é a imaginação. Sempre fui do tipo que viaja legal num mundo que só eu conheço o caminho. A diferença é que agora sei a hora de voltar de lá.
Lembro uma vez que me encostei na janela de uma sala de aula (estava na 3ª série, eu acho) e fiquei observando a professora falar aos alunos. A diretora, uma perfeita bruxa, tinha nos proibido de ficar nas janelas para não atrapalhar o andamento das aulas. Nunca tinha sido do tipo que atrapalha uma aula. Até aquele dia.
Nessa minha observação me distraí de tal forma que não ouvi os gritos da diretora ordenando que eu deixasse a janela. Quando dei por mim uma multidão já ria da minha aparente surdez. Era a única explicação possível tendo em vista o tom de voz da diretora capaz de estourar qualquer tímpano. Saí da janela querendo sumir. Aos 9 anos a última coisa que a gente deseja é ser zoada pelo colégio todo.
Mais uma vez fiquei sozinha. Ninguém conseguiu compreender meu nível de distração. Era só a imaginação trabalhando. E para trabalhar de verdade ela precisa de solidão.


4 comentários:
Voce já leu o livro MENTES INQUIETAS ? É um pouco a nossa cara....
isso é um índice de que você então escolheu o curso correto! Publicidade, Imaginação e Propaganda, não? Ah, e o ruim da tal rádio que carregamos conosco, é que ela, pra mim, isnsite em memorizar as piores músicas que você ouviu por acaso, tipo dentro do ônibus... por isso vez por outra, sempre bom fazer uma 'lavagem'. Bjos, saudações musicais...
APS
Por vezes vem a noção de que já não se fazem músicas como nos anos 80, verdadeiros músicos e melodias que ainda hoje perduram com sucesso. Mas é uma mera noção, porque tb há jovens de hoje que sabem fazer bonitas obras musicais. Se bem que quem foi habituado aquele tom de rock especial, assim como eu... :)
Comigo as pessoas falam que o meu olhar fica fixo e arregalado eheheh. É que também viajo para bem longe do lugar físico de onde estou, acontece com frequência. Tenho uma imaginação muito fértil, coisa de idiota mesmo :D
Mas confesso, que apesar de ter horas que fico sozinho, gosto imenso de estar rodeado de alguém por perto, seja crianças ou amigos ou família. Agora com o Dia Exotico, é um tempo que passo como se fosse no ginásio, só que neste caso é ginástica mental, que só faz é bem.
Pessoas assim como Você fala, nunca estão sem fazer nada, e quando se pára um momento, lá está a nossa mente magicando e costurando ideias, nem que seja simplesmente para ir ver um filme.
Faz já uns tempos que me habituei é a fazer coisas em simultâneo, penso que é sinal dos tempos e dos processos automatizados.
Adoro ler o que Você escreve!
Beiju.
Obrigado pela Visita...gosto muito do seu blog...
abração.
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